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Existem filhos preferidos?

Às vezes, os pais nem se dão conta, mas as crianças podem acreditar que sim. Cabe aos adultos se policiarem

Você tem um filho preferido? “De jeito nenhum!”, responde sem pestanejar, a assistente financeira Marcela Balieiro, 31, mãe dos gêmeos Nicolas e Alice, 3 anos, e Laís, 1. Para ela, o carinho, amor e atenção são divididos igualmente entre os três filhos e soa estranho que em algumas famílias seja diferente.

De fato, demonstrar preferência por um dos filhos é um assunto bastante polêmico. Segundo a psicóloga Cynthia Wood, da Clínica Crescendo e Acontecendo, esse assunto é um grande tabu porque, socialmente, é esperado que pais e mães tenham as mesmas responsabilidades sobre todos os filhos. Mesmo quando a preferência existe, eles negam para os outros e para si próprios.

Muitas vezes, o que é tido como preferência é apenas uma questão de afinidades. “Filhos têm personalidades e comportamentos diferentes e é natural que qualquer pessoa, incluindo pai e mãe, se identifique mais com um do que com o outro”, explica a especialista.

Mais: Cynthia afirma que traços de personalidade que os pais não gostam em si mesmos ou no marido ou esposa também podem ser amplificados e projetados nos pequenos, o que acentua a questão da preferência.

Para Marcela Balieiro, a personalidade não influencia na maneira como os pais tratam os filhos, mas sim, as situações. Para evitar isso, ela adota algumas práticas no dia a dia.

“Tudo o que fazemos, fazemos juntos, até na hora da higiene, do banho e do sono. Não importa a idade, todos vão dormir ao mesmo tempo; não importa o passeio, se um vai, todos têm a oportunidade de ir. Acredito que, antes de dividir o tempo entre eles, o melhor é criar um momento em família em que todos se sentem amados e a atenção é de todos ao mesmo tempo”, argumenta a mãe.

Antes de julgar, conheça

Esse assunto de preferência entre filhos pode ser complicado, principalmente por dois pontos. Um deles é o julgamento das pessoas que estão de fora. “Sempre tem alguém que fala que um ou outro é o preferido e até eu mesma já me peguei nessa situação antes de me tornar mãe”, admite Marcela.

Mas como ela lembra, ninguém vê o “backstage”. “Julgam qualquer caso e não levam em conta que, naquele dia, aquela criança esteja necessitando de mais broncas, e a outra, de mais carinho por conta de uma doença ou alguma outra coisa”, acredita Marcela.

O segundo ponto – e maior problema – é quando as crianças percebem ou acham que entre elas há uma queridinha. Aconteceu algo parecido na casa da relações públicas Mariana Rafaelli, 28 anos, mãe de Juan, 3, e Martín, 2.

“Quando o menor nasceu, o mais velho tinha 1 ano e 7 meses e ainda precisava muito de mim. Foi nesse momento que ele sentiu mais minha falta e eu não sabia como administrar essa situação”, relembra.

Mariana conta também que o fato do caçula precisar de mais cuidados em determinadas situações já despertou o ciúmes do mais velho. “Tento tratar os dois de maneira igual, mas acho que acabo sendo mais dura com o mais velho, que muitas vezes briga com o irmão. O pequeno é mais manhoso, gosta de colo e eu acho que acabo fazendo mais as vontades dele. É difícil; tento dosar a situação, mas sempre me sinto devendo para um”, reconhece.

Sentimento comum

Assim como Mariana, não são poucas as mães que se sentem na berlinda. Muitas vezes (na maioria delas), as crianças não entendem que sempre têm um menor – ou um mais frágil, um mais manhoso, um mais levado etc – e podem achar que os pais preferem o outro filho.

Independentemente das necessidades de cada um, sobra para os adultos sempre se policiarem para que as cobranças e oportunidades sejam feitas da mesma forma, considerando as diferenças de idade.

A psicóloga Cynthia Wood explica que a delegação de direitos é um dos principais pontos que levam crianças a acharem que há um mais amado.

“Quando se dá direitos a um e não aos outros, os filhos tendem a notar e apontar. Essa é uma questão delicada, principalmente porque alguns direitos são conquistados com a idade, outros com talentos ou conhecimentos específicos e, às vezes, é injusto manter direitos exatamente iguais”, aponta.

Em alguns casos, um dos parceiros (pai ou mãe) não consegue disfarçar a preferência e isso pode também se tornar um problema entre o casal. Nessas situações, a especialista acredita que a comunicação entre os pais é a melhor forma de afinar expectativas e garantir entendimentos.

“Quem percebe ou sente que essa preferência do outro pode criar problemas deve pontuar, sem fazer acusações, e verificar se o outro está ciente do que seu comportamento aparenta, lembrando-o das consequências que isso pode ter”, ensina.

Como ela lembra, tentar compensar a postura do outro através de superproteção ou regalias aos preteridos é uma bomba-relógio para toda a família.

Veja o artigo original publicado aqui

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