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Do berço para a cama: quando a criança pode fazer essa mudança?

 

Seis dicas para fazer a transição na hora certa, respeitando o tempo e as necessidades do seu filho


“A criança está pronta por volta dos 2 anos, quando já anda com firmeza e adquire algumas autonomias, como a fala”, explica a psicóloga e psicanalista Denise de Sousa Feliciano, professora do Instituto Sedes Sapientiae (SP). Outro fator determinante é a altura. “Se a linha dos mamilos quando o bebê fica de pé está abaixo da linha da grade, não existe risco de sair e sofrer alguma queda. Mas, se o berço estiver com o estrado totalmente rebaixado, sem protetores laterais ou brinquedos dentro, e, mesmo assim, ele escalar e tentar sair, é hora da troca”, alerta o pediatra Marcelo Reibscheid, da UTI Neonatal do Hospital São Luiz (SP).

Para ajudar você a fazer essa mudança de forma tranquila, sem estresse ou trauma para o seu filho, elaboramos um pequeno guia com seis dicas de especialistas e mães que já passaram por essa fase. Confira!

PREPARE O SEU FILHO

O primeiro passo é ter uma boa conversa para explicar que ocorrerá uma mudança, mas que será para melhor. “É importante um período de preparação, que permite que a criança se despeça de seu berço e fique na expectativa de um espaço novo. Isso a ajudará a elaborar o luto da perda dessa etapa de sua vida, situação que viverá muitas outras vezes ao longo dela”, explica a psicóloga Denise. A especialista ressalta que é interessante associar a mudança ao desenvolvimento. Diga ao seu filho que ele não é mais um bebê, que já sabe, por exemplo, falar e comer com a colher. Valorizar seu crescimento e os ganhos de uma nova etapa vai incentivá-lo a seguir com seu desenvolvimento. De acordo com Denise, a convicção dos pais de que é bom crescer é o que ajuda a criança a se interessar pela mudança. “Se os próprios pais não conseguem lidar com o fato de que o filho deixou de ser um bebê, ele sentirá essa ambivalência e responderá recusando-se ao desenvolvimento”, alerta.

DEIXE QUE ELE PARTICIPE

Depois de informar sobre a transição, é importante envolver seu filho na mudança. “Incluir na preparação, combinar o que vai acontecer, marcar um dia, pedir ajuda na escolha da cama, da colcha e dos acessórios são atitudes positivas que favorecem a adaptação”, afirma Ana Merzel Kernkraut, coordenadora do Serviço de Psicologia do Hospital Israelita Albert Einstein (SP).

FAÇA DA MUDANÇA UMA FESTA

A atitude positiva dos pais é fundamental para que a transição do berço para a cama seja natural e tranquila. E, quanto mais feliz for o momento, melhor será a aceitação da nova realidade. Lembre-se, no entanto, de que nem sempre a surpresa é uma boa ideia. Algumas crianças podem ficar inseguras por falta de tempo de elaboração.

TOME PRECAUÇÕES DE SEGURANÇA

Com a mudança para a cama, as crianças terão mais autonomia e liberdade e, portanto, poderão acessar locais que ficavam indisponíveis quando dormiam no berço. Todo cuidado é pouco na adaptação do quarto e da casa como um todo. As janelas devem ter proteção, porque elas poderão subir com facilidade nos móveis. Fios e aparelhos elétricos devem estar fora de seus alcances. Gavetas baixas não podem conter itens de risco como facas, medicamentos e objetos de vidro. É importante também evitar camas muito altas, como os beliches. “Beliche é perigoso, tem o risco de escalar, de cair do alto. A bicama é interessante porque a criança pode trazer os amigos para dormir quando estiver maior”, sugere a psicóloga clínica e psicopedagoga Cynthia Wood (SP). Seja qual for o modelo escolhido, é fundamental o uso de grades de proteção.

NÃO VOLTE ATRÁS

Um erro muito comum é mudar a criança para a cama e, ao primeiro sinal de dificuldade na adaptação, desistir. “Não existe voltar atrás nesse tipo de conduta. A criança logo estará acostumada ao seu novo quarto. Podemos fazer companhia até ela dormir nos primeiros dias. Mas, sempre no quarto e na cama dela, sem retirá-la de lá”, aconselha o pediatra Marcelo.

De qualquer forma, é importante saber que a criança pode ter dificuldades. “Diante de eventuais recaídas, os pais devem oferecer atenção e compreensão. Esses momentos são a expressão dos medos e das inseguranças que acompanham as mudanças mesmo na idade adulta. Ajudar o filho a enfrentá-los e a seguir é uma forma gradativa de instrumentá-lo para as muitas transições que o acompanharão sempre”, explica a psicóloga Denise. Por isso, colocar a cama ao lado do berço e esperar a vontade da criança mudar não é uma boa ideia. “Passa a imagem de que a criança não precisa se decidir, que pode ter as duas coisas ao mesmo tempo. Gera mais dúvidas e incertezas”, ressalta a psicóloga Cynthia.

EVITE LEVAR PARA A SUA CAMA

“Os pais devem insistir para que a criança fique no quarto dela. Trazê-la para o dos pais só vai acostumá-la a dormir com eles, e não resolver o problema”, afirma Ana, do Serviço de Psicologia do Einstein. A psicóloga Cynthia engrossa o coro. “O importante nessa hora é ter muita paciência, ir levando a criança de volta com tranquilidade, esperar que ela durma novamente e se retirar do quarto dela quantas vezes forem necessárias. Em poucos dias, essa frequência de acordar e procurar os pais vai diminuindo e ela passará a dormir confortavelmente em seu próprio quarto”, garante. Toda a paciência será recompensada. Ao final do processo, seu filho terá conquistado mais uma etapa do desenvolvimento. Podem comemorar!

 

 

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