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​Pais e mães podem dividir tarefas de igual para igual?

 

​Hoje em dia, pai e mãe exercem papéis semelhantes dentro de casa e quem se beneficia com isso, claro, são os filhos. Veja como algumas mães organizam as funções delas e dos pais 

Ser pai e mãe nos dias de hoje significa, além de tudo, ser moderninho. As tarefas estão divididas e os pais, que antes pouco participavam da criação dos filhos, estão mais presentes, são mais afetivos, amorosos e menos ‘carrascos’, como eram nossos avós, por exemplo.

E até as mães, que reinavam absolutas no lar, chegaram à conclusão de que os pais são extremamente importantes no processo de gravidez/nascimento/primeiros meses do bebê... E os anos seguintes também!

“A dica é encontrar um equilíbrio entre o ‘ninguém pode fazer melhor do que eu’, que centraliza muitas responsabilidades na mãe, nem exigir do pai algo que ele não seja apto a fazer. Mas praticamente todas as tarefas em relação ao bebê podem ser compartilhadas”, explica Cynthia Wood, psicóloga e psicopedagoga na Clínica Crescendo e Acontecendo.

E é bem assim que acontece na casa da Bianca Justiniano, tradutora, 34, e do Fabio Pellim, 39, publicitário. Os dois são pais do Franciso, 2 anos. “Acho que não há funções exclusivas de mãe e pai, exceto quando percebo que meu filho está precisando mais de carinho e atenção do que uma bronquinha. Nessas horas prefiro acalmá-lo com carinho do que deixá-lo de castigo, por exemplo. Às vezes o Fabio está mais paciente para a hora de dar comida ou colocar para dormir do que eu, e vice-versa”, conta ela.

Na casa de outra Bianca, o pai não é um mero ajudante. “É difícil pensar em ajuda quando eu acredito que o pai é 50% responsável por todas as tarefas com o bebê! No entanto, se eu for considerar  as tarefas básicas como dar banho, colocar pra dormir e fazer a mala pra sair, a ajuda é ainda mais bem-vinda quando eu estou cansada ou preciso fazer as minhas coisas”, conta Bianca Guzzi, hoteleira, 31, mãe de Leonardo, 8 meses, e esposa de Bruno Gaggetti, 34, administrador.

Bianca ainda completa que, além dessas tarefas do dia a dia, há outros momentos em que os pais são ainda mais necessários. “A ajuda que eu considero fundamental, que não pode faltar mesmo, é nas horas difíceis, como a decisão de dar ou não dar um determinado remédio, se vamos colocá-lo na escola ou deixá-lo com a babá, me acompanhar nas consultas médicas, cuidar do Leo quando está doente, etc”, completa.

Na casa da Elaine Ribeiro, jornalista, 31, esposa do Leonardo, empresário, 32, e mãe do Joaquim, 3, a presença do pai é quase igual a da mãe. “Eu tenho o privilégio de poder entrar um pouco mais tarde no trabalho e aproveito as manhãs para brincar com o Joka e deixá-lo na escola. Mas o trabalho pesado mesmo fica para o Leonardo, que o busca às 16h30, dá banho, jantar e fica com ele até eu chegar do trabalho. E é assim todos os dias. Aqui dentro, praticamente todas as tarefas são divididas: os dois pagam as contas, os dois cuidam do pequeno. Hoje em dia tudo tem que ser dividido, para nenhum sair sobrecarregado e os dois terem ideia do que é cuidar de uma criança”, confessa.

 

 

Artigo publicado no Portal 1000 dias do Bebê, veja o original aqui

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