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​Mamãe começou a namorar. E agora?

 

Introduzir o novo namorado no âmbito familiar pode ser traumático para mães e filhos. Veja como lidar com essa situação.

 

Crianças têm seu próprio entendimento da realidade e podem ter várias interpretações da mesma situação. Se já é difícil fazê-las entender que papai e mamãe não estão mais juntos, imagine apresentar um novo namorado.

 

​Algumas podem torcer o nariz, chorar, fazer birras... E, por incrível que pareça, esse tipo de reação é o mais fácil de se lidar. A situação complica quando a novidade afeta diretamente o comportamento infantil.

Foi assim que aconteceu com a advogada Ana De Luca, 37 anos, e a filha, Gabriela, 8. “Quando tive meu primeiro namorado, Gabi ficou bastante enciumada, mas como é uma criança mais fechada, não falava nem reclamava. O ciúmes se refletiu no comportamento. Seu desempenho na escola começou a cair, ela passou a se isolar e fazia tudo para atrair minha atenção”, conta.

Segundo a psicóloga e psicopedagoga clínica Cynthia Wood, a mudança de comportamento é o primeiro sinal de que a criança não está se sentindo confortável com aquela situação.

“Ela começa a ter atitudes e fazer coisas que não fazia anteriormente, pode tentar manipular a mãe com técnicas inocentes, como passar a pedir mais colo, ou até mesmo fingir que está passando mal ou que precisa de alguma coisa sempre que a atenção é voltada ao namorado”, ilustra.

Em casos mais graves, as crianças podem se colocar em situações de risco para conseguir mais atenção. “Independente da técnica utilizada, é muito provável que ela se repita caso consiga a atenção desejada”, afirma a especialista.

Ana acredita que o problema de aceitação aconteceu por conta da idade. Na época em que apresentou o primeiro namorado, Gabriela tinha 4 anos e foi o primeiro relacionamento da advogada desde a separação do ex-marido.

O namoro não vingou e, na relação seguinte, ao apresentar o segundo namorado, a menina já tinha 6 anos e estava mais madura para entender a situação. 

Para Cynthia, a forma como a introdução dessa nova pessoa é feita na vida da criança influencia bastante na maneira como ela irá se comportar ou aceitar o novo companheiro da mãe.

Para os adultos o momento ideal de fazer essa introdução pode ser quando o relacionamento já está firme. No entanto, essa visão é diferente para a criança.

“Ela ainda pode ter a esperança de que os pais voltem a ficar juntos, receios quanto a seu espaço ou simples ciúmes da mãe”, avalia.

Desde o começo, então, é importante deixar claro que a decisão de ter um namorado não depende dela, e que isso não mudará o sentimento da mãe em relação à criança.

A segunda fase

Depois de apresentados, outro problema pode assombrar essa relação: e se eles – o namorado e o(s) filho(s) - não se derem bem?

“Existem muitas razões que levam os filhos a não aceitarem ou não se darem bem com o novo namorado. O ideal é compreender o que eles estão sentindo para depois desenhar uma estratégia para lidar com a situação”, observa a especialista.

É comum que os filhos se coloquem em posição de vítimas, daqueles que têm a perder com a mudança, mas é importante a mãe ser firme e deixar claro que todos precisam buscar a felicidade - e que o mundo não pode ser moldado para a felicidade somente dos filhos.

Outra dica é fazer que eles entendam a distinção entre amor de mãe do amor que se sente pelo namorado, deixando claro que um jamais diminuirá o outro.

A publicitária Verônica Oliveira, 29 anos, apostou na conversa como melhor forma de fazer essa aproximação. Antes de apresentar o namorado ao filho Antônio, 7 anos, conversou de forma franca sobre a sua necessidade de seguir a vida e que ter outra pessoa lhe faria feliz. “Também mostrei que isso não mudaria a relação entre eu e ele”, lembra-se.

No começo, Antônio ficou com receio de ela passar mais tempo com o namorado do que com ele. Depois de dois ou três meses, começou a incluir o namorado da mãe nos passeios.

“Tudo o que fazia queria mostrar para ele, contava segredos etc. Acho que, no meu caso, o que deu certo foi o fato de eu ter respeitado o tempo do meu filho. Não o forcei a nada, nem nunca disse que tinha que aceitar o namorado da mamãe. Acho que quando a relação é feita dessa forma, a criança reage da pior maneira. Aos poucos, as coisas vão se encaixando”, avalia.

 

Veja a matéria publicada aqui.

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