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Tiques nervosos nas crianças – como lidar?

Um dia você nota seu filho puxando o cabelo repetidamente. E ignora. Depois, outro dia, acontece a mesma coisa. Você pensa: “Opa, mais uma vez”. Sinal de alerta. Tiques nervosos podem acometer as crianças sem uma grande causa aparente. Também chamados de cacoete ou mania, os tiques abrangem atos como balançar as pernas sem parar, roer as unhas, emitir algum som, enfim, qualquer ação repetida irregularmente e de forma involuntária. Cynthia Passianotto, psicóloga e psicopedagoga na clínica Crescendo e Acontecendo, de São Paulo, classifica o tique como “um transtorno do movimento que se caracteriza por movimentos repetitivos, estereotipados e que são aumentados em períodos de maior tensão ou ansiedade”.

Se você percebeu que seu filho tem um tipo de tique nervoso, calma! Antes de bater o desespero, saiba que tiques são comuns, podendo acometer até 20% das crianças, e que muitos deles se caracterizam como um hábito temporário ou desaparecem por volta dos 7 anos de idade. “Quando isso não acontece e os tiques assumem uma frequência significativa, chamando a atenção de outras pessoas, os pais devem consultar o médico, que avaliará se os tiques são de ordem orgânica ou psíquica”, comenta Susana Orio, psicóloga do Colégio Madre Alix, em São Paulo.

Foi o que aconteceu com Bruno*. Aos 5 anos, ele vocalizava um certo som e fazia movimentos com os braços de vez em quando. Parecia uma brincadeira no começo, mas a família começou a estranhar a atitude. O médico da família pediu que eles aguardassem um tempo e, como o ato persistiu, recomendou a avaliação psicológica. “Ele havia mudado de escola há pouco e estava estranhando o ambiente, embora não demonstrasse nada”, conta a mãe, a empresária Carla*. Em menos de um ano, os cacoetes de Bruno cessaram.

No caso de Bruno, a escola não notou seu tique, pois ele só o demonstrava em família. Além da terapia, a ajuda também existiu dentro de casa, reforçando a confiança do filho na família, que evitava falar diretamente sobre os hábitos do menino. Susana aprova. “Aconselho os pais a oferecerem carinho e agirem tranquilamente com seu filho”, comenta. “Ao manterem com eles ‘conversinhas’ sobre a situação que provocou o tique, a tensão tende a diminuir, assim como a frequência do hábito”.

Quando as situações se repetem em ambientes variados, vale a pena alertar – discretamente, claro – professores, familiares e amigos, para que não estranhem o tique. Cynthia Passianotto faz outras recomendações:

– Não tente impedir a criança de fazer movimentos repetitivos ou sons, pois isso pode levá-la a ficar estressada, piorando o quadro;

– Sempre que possível, ignore o tique porque o ato de chamar a atenção da criança sobre o hábito pode piorar o caso;

– Caso a criança se mostre apreensiva com seu tique, é importante tranquilizá-la e dizer que não há nenhuma razão para que ela se sinta envergonhada;

– Eduque outras crianças próximas sobre todos os tipos de ti

ques, assim elas entendem que isso é comum, ficam conscientes da condição do colega/primo/vizinho e podem ajudá-lo a reagir naturalmente;

– E mais importante: tente reduzir os níveis de estresse e ansiedade em torno da criança tanto em casa quanto na escola.

E você, já lidou com tiques nervosos do seu filho? Conte pra gente nos comentários!

* Nomes fictícios

 

Veja o artigo publicado originalmente aqui

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